segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Je SUS brasilen!

Imagem: Arabson/A Gazeta

As entidades médicas capixabas reagiram e protestaram contra uma charge publicada no dia 14 de janeiro pelo jornal A Gazeta, intitulada “A máfia dos médicos”. Após reunião entre o diretor-geral da Rede Gazeta, Carlos Fernando Lindenberg Neto, e representantes do Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES), Associação Médica do Estado (Ames), Sindicato dos Médicos (Simes), Federação das Unimeds do Estado, e Associação dos Estudantes de Medicina do Espírito Santo (AEMED-ES), a edição subsequente do jornal (do dia 15/1/2015), trouxe em seu editorial a explicação sobre a real intenção da charge e nas páginas 6 e 20, respectivamente, uma matéria de registro da reunião do dia anterior e outra sobre a reação da classe médica.

No editorial, o jornal defendeu o debate democrático, a tolerância e a liberdade, princípios que o nortearam para conceder espaço para a classe médica exprimir sua indignação.

Na seção “Fala, leitor” (página 20), os médicos Severino Dantas Filho (CRM-ES), Carlos Alberto Santos (Ames), Otto Baptista (Simes), Alexandre Ruschi (Federação das Unimeds do Estado do Espírito Santo), e o estudante Vinícios Coach (Associação dos Estudantes de Medicina do Espírito Santo) assinaram mensagem na qual afirmam que “julgar uma categoria profissional pelas más práticas, pela falta de ética e até mesmo por atitudes criminosas de uma minoria é mais do que lastimável, é inaceitável”.

Os dirigentes afirmam ainda: “É importante deixar claro que nós, entidades médicas, respeitamos e defendemos a liberdade de imprensa. Mas não podemos nos calar quando nos deparamos com opiniões generalizadas colocando em um mesmo ‘pacote’ toda a categoria profissional”.

Além de dar amplo espaço para divulgação de todo o debate envolvendo a publicação da charge, o jornal publicou cartas de médicos como a de Carlos Magno Pretti Dalapicola, que diz: “Em todas as profissões temos pessoas com mau caráter, mesquinhas, mentirosas e também verdadeiros ladrões, mas nem por esse motivo podemos denegrir toda uma categoria profissional”.

Conselho Federal de Medicina

sábado, 10 de janeiro de 2015

Governadora de Roraima, Suely Campos nomeia 12 parentes

A governadora Suely Campos (PP), de Roraima, nomeou ao menos 12 parentes para o secretariado. São irmãos, primos, duas filhas e sobrinhos da nova governadora que estarão na chefia de pastas como Casa Civil, Saúde, Educação e Infraestrutura.

Ela concorreu à eleição após o ex-governador Neudo Campos (PP, 1995-2002), com quem é casada, renunciar à disputa em 12 de setembro, após ser barrado pela Lei da Ficha Limpa.

Ao ser eleita, afirmou que Neudo seria o chefe da Casa Civil –no entanto, a sua filha Danielle Araújo foi nomeada para o cargo.

Oficialmente Neudo não participa da gestão, embora a governadora também tenha dito na campanha que ele seria seu “conselheiro”.

Outra filha do casal, Emília Campos, será secretária de Trabalho, e a secretária-adjunta será sua nora, Lissandra Campos. A titular de Educação será Selma Mulinari, sua irmã. A Agricultura estará sob os cuidados de Hipérion de Oliveira, seu primo.

No Estado, o salário de um secretário é de cerca de R$ 23.000 e de um secretário-adjunto é de R$ 16.000.

O Ministério Público do Estado pediu que a governadora, sob pena de adoção de medidas judiciais, exonere os seus parentes.

Para a Promotoria, são 19 os familiares contratados: além dos citados, também foram nomeados os sogros, o cunhado e a concunhada de Emília Campos, a filha.

Em nota, o governo de Roraima diz que a escolha obedece a critérios “técnicos, de confiança e comprometimento” e que não viola súmula do Supremo Tribunal Federal que trata de nepotismo.

Juristas consultados pelo jornal Folha de S.Paulo afirmam que, para cargos do primeiro escalão, o STF permite a nomeação de parentes. “É imoral, antiético e coronelista, mas não é ilegal”, disse um magistrado que preferiu não se identificar.


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