quarta-feira, 4 de março de 2015

WhatsApp está sob ameaça de bloqueio em diversos países

Não foi só no Brasil, onde um juiz do Piauí ordenou o bloqueio do aplicativo, que o WhatsApp correu risco de sair do ar. Reino Unido, Arábia Saudita, Irã e em outros países, o aplicativo também sofreu ameaças de bloqueio e, em alguns deles, chegou a ser suspenso.

A discussão ocorre porque é mais difícil monitorar mensagens enviadas pelo aplicativo do que ligações telefônicas ou e-mails, por exemplo – o que, segundo alguns países, pode ameaçar tanto a segurança pública quanto a segurança nacional.

O bloqueio do WhatsApp, no entanto, é visto por muitos como uma ameaça à liberdade de expressão.

No Brasil, o juiz Luís de Moura Correa determinou que o WhatsApp fosse bloqueado para forçar a empresa a colaborar com a Justiça em uma investigação sobre pedofilia. Dias depois a decisão foi derrubada pelo desembargador Raimundo Nonato da Costa Alencar. O magistrado entendeu que não era razoável bloquear um “serviço que afeta milhões de pessoas”.

No Reino Unido, o primeiro-ministro David Cameron também critica a falta de colaboração da empresa em investigações – neste caso, sobre terrorismo.

Ameaças de terrorismo ou à segurança nacional também serviram de justificativa para o bloqueio do serviço em outros países.

Muitos desses governos, no entanto, foram criticados por restringir a liberdade de expressão.

Na Arábia Saudita, de acordo com agências de notícias, houve uma ameaça de retirar o Whatsapp do ar em 2013 porque o serviço não estaria se adequando às regras de Comissão de Comunicações e Tecnologia da Informação. Na época, o país chegou a tirar do ar o Viber, aplicativo de mensagens e chamadas de voz pela internet, pelo mesmo motivo.

Em Bangladesh, o serviço foi bloqueado em janeiro, também de acordo com agências. O governo afirmou que havia ameaças de terrorismo e que era difícil monitorar comunicações pelo aplicativo.

“Terroristas e elementos criminosos estão usandos essas redes para se comunicar”, disse uma autoridade do Paquistão para justificar a suspensão do aplicativo em uma província, segundo a mídia local.

No ano passado, o presidente do Irã, Hassan Rouhani, considerado moderado, precisou se empenhar pessoalmente para liberar o aplicativo.

A linha dura iraniana pediu a censura, segundo a emissora de TV americana Fox News, devido à compra do app pelo Facebook – cujo dono, Mark Zuckerberg, seria uma “americano sionista”, segundo o comitê do país responsável pela internet.

Na Síria, que passa por uma guerra há mais de três anos, o aplicativo – usado para marcar protestos durante a Primavera Árabe – foi suspenso em 2012.

“Um golpe na liberdade de expressão e nas comunicações em todo lugar. Um dia triste para a liberdade”, publicou o WhatsApp em seu Twitter à época.


sábado, 28 de fevereiro de 2015

Suíça é primeiro país a entregar plano climático para acordo da ONU

A Suíça se tornou o primeiro país nesta sexta-feira a apresentar um plano para reduzir as emissões de gases de efeito estufa para além de 2020, como base para um acordo da Organização das Nações Unidas (ONU) para limitar as mudanças climáticas previsto para ser fechado em dezembro.

Alguns outros países, como China, Estados Unidos e as 28 nações da União Europeia, apresentaram seus planos nacionais para desacelerar o aquecimento global para além de 2020, mas ainda não detalharam as propostas formalmente na ONU.

O governo suíço afirmou que irá cortar as emissões nacionais de gases do efeito estufa em 50 por cento abaixo dos níveis de 1990 até 2030, com pelo menos 30 por cento dos cortes no país e o restante investindo em projetos de redução do carbono no exterior.Os países estabeleceram um prazo informal de 31 de março para entregar seus planos ao Secretariado da ONU para que possam ser compilados antes da cúpula de Paris, que se destina a chegar a um acordo global para reduzir as tempestades, ondas de calor, desertificação e elevação dos mares.

Muitas nações devem perder o prazo.

Reuters

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